| Pedro Gómez-Valadés asinando no libro da memoria en Auschwitz |
30/01/19
A banalidade dos días. Por Pedro Gómez-Valadés
03/05/15
A nosa débeda en Mauthausen
Faro de Vigo - 03/05/2015
Nos últimos anos, dúas veces foi solicitado oficialmente no Concello de Vigo que o doutor vigués Eduardo Martínez Alonso, quen durante a II Guerra Mundial artellou unha arriscada ruta de fuxida desde os Pirineos ate Tui, atravesando a España franquista, salvando así a vida de incontables fuxitivos xudeus e refuxiados políticos que desde a Francia ocupada pola Alemaña nazi soñaban con chegar a Lisboa, tivera unha rúa dedicada na súa cidade natal, solicitudes estas que non tiveron nunca nin tan sequera resposta da nosa Alcaldía.
01/06/13
Presentación do libro "Judíos, conversos e Inquisición en Tui"
20/12/12
Unha interesante conferencia
13/04/12
Antisemitismo

Como a Shalom Ausslander no seu libro “Lamentaciones de un prepucio”, a min tamén me sucede que vivo co temor constante a que todo se fastidie. Sexa Deus, o destino, a fortuna, a Lei de Murphy ou algunha fórmula matemática das que vía no aire John Nash, o certo é que nunca termino de desfrutar das cousas por ter a certeza de que non tardarán en fastidiarse.
Así, logo de pasalo pipa na Festa da Empanada e, por unha vez, con moderación no beber e o comer, dispúñame a dar unha volta por Chantada antes de oir as orquestras. Coa garda baixa (pola falta de sono e a presenza de catro cervexas San Miguel) confieime e produciuse o fatal desenlace: alguén veu chafarme o final das patronais.
Xenocida! asasino de mulleres e nenos! peón do imperialismo!. Eses foron algúns dos piropos que me botaron por ser simpatizante de Israel, sionista ao fin.
Nin sequera me tomei a mal o incidente xa que é tan inútil discutir cun antisemita como cun rabino ultraortodoxo fanático. Pero si que dei en cavilar nas diferencias entre a maneira de actuar dos que agochan o odio aos xudeus baixo a verba “antisionista” e os que defendemos -con argumentos xurídicos e políticos- a existencia do estado democrático de Israel. Cando nós nos xuntamos, non queimamos bandeiras palestinas nin cantamos insultos e ameazas. Lamentamos que a poboación de Gaza e Cisxordania teña que pagar polo que fan uns poucos terroristas, pero constatamos que os palestinos saben que nas súas mans está non ter que volver chorar por un fillo morto.
Nin sequera nos indigna o feito de que boa parte da prensa convirta en mártires aos mortos en accións defensivas de Israel e cale cando o cadáver está circuncidado. É máis: ata debatimos sobre o xeito de actuar do goberno israelí e criticámolo sen temor.
Cando o pasado xuño celebramos un Shabbat gastronómico en Monforte, ninguén pode decir que nos vira berrar ou facer pintadas.
O conflicto de Oriente Medio é complexo e desata reaccións moi fortes. Pero aseguro que os que defendemos a Israel nunca imos co insulto, a ameaza e, sobre todo, a suposta posesión da verdade por diante. Non en van o Talmud ensina a cuestionarse case todo.
16/02/12
Algúns radicais tentam impedir a actuaçao de uma cantora palestiniana em Santiago
Najla Shami e Idan Raichel Project durante a súa actuación en Santiago de Compostela
Por Joao Guisán SeixasO concerto do israelita Idan Raichel's Project no Auditório da Galiza, em Santiago, sábado (13/02/2012) à noite, foi uma dessas experiências de que a gente acorda, no dia seguinte, com o que eu denomino “uma ressaca sem álcool”. A sensaçom de ter vivido uma experiência que não é possível viver-se neste mundo e que deve ter-se tratado de um engano dos sentidos.
Dos sentidos foi, mas uma revelação, não um engano. Uma noite mágica, cheia de revelações e encantamentos. Uma viagem vibrante por sonoridades aparentemente exóticas, mas que retiniam com ecos familiares no fundo dessa alma nómada que todos os seres humanos devemos ter, mesmo se afinal não temos alma.
Uma noite que não podia acabar melhor, mas que também não podia ter começado pior.
Fora, mas muito longe daquela noite luminosa do interior, havia uns donos da verdade com apitos estridentes a berrarem que aqueles músicos eram genocidas. Não passavam de uma dúzia de pessoas, mas cobriam as arcadas de entrada do auditório com enormes faixas e amplificavam os seus berros com alto-falantes, a exercerem uma violência moral sobre as pessoas que queriam aceder à sala, diante a presença muda da polícia, que parecia não estar disposta a actuar até que a violência moral não se convertesse em física. Vi alguns rostos aflitos, entre o público que acudia. Rostos de dúvida se entrar ou não entrar. Rostos de medo, polo menos ao que dirão. Os donos da verdade faziam engenhosas rimas entre “sionistas” e “terroristas”. Nós, como já tínhamos pago os 12 € do bilhete, entrámos na mesma, julgando que íamos ser degolados ou gaseados. Mas saímos dali mais vivos do que entrámos.
Um dos momentos mais mágicos do concerto foi quando a cantora palestiniana Najla Shami interpretou com eles duas canções, uma em castelhano e outra em árabe (é curioso, mas disse-me mais coisas esta última, especialmente electrizante). Como se vê, um comportamento comparável ao do Apartheid da África do Sul, num espectáculo muito parecido com as grandes demonstrações de massas da Alemanha nazi (como há pessoal que interpreta tudo à risca, direi que isto é ironia, ou antes radiografia do pensamento daqueles que, à porta do edifício, tentaram boicotear o acto).
A humana e musicalmente extraordinária colaboração de Najla Shami, não foi, noutro sentido, tão extraordinária. Foi uma particularidade desta actuação, por ela residir em Santiago, mas não constitui um facto isolado na carreira de Idan Raichel, que actua com outros músicos palestinianos e de muitas diferentes procedências. E não se trata de uma concessão demagógica “para inglês ver” (como se diz no Brasil), porque a sua música é também feita assim. Uma música tão diversa como os músicos que a interpretam. Inspira-se por igual na música etíope, na iemenita, na da liturgia judia... Uma música que se inspira em tantas músicas é uma música que se inspira na música! Tem ares por vezes pop, por vezes de reggae, por vezes jazzísticos, mas de repente um músico tira da sombra um clarinete e levanta-se no ar puxado pela loucura alegre (ou a alegria louca) de um redemoinho de música klezmer cheia de ares centro-europeus ou balcânicos. Nos espectáculos do Idan Raichel’s Project fala-se em inglês, mas canta-se em hebreu, em árabe, em espanhol, em francês, e em línguas que eu desconheço, ou que talvez sejam indecifráveis, se calhar por estarem perdidas, se calhar por não se terem inventado ainda.
Costuma-se enquadrar a música de Idan Raichel dentro da etiqueta de “Músicas do Mundo”, hoje em dia tão na moda, e que quer dizer afinal: “Música de Diferentes Partes do Mundo”, mas no caso de Idan Raichel, a música dele é na verdade “Música do Mundo”, em sentido estrito.
Quando entrámos estavam a criar ambiente com a habitual máquina de fumo. Mas eu acho que era melhor terem espargido no ar areia de desertos, ou quem sabe se de relógios de areia quebrados. Porque é um música que não entende de tempos nem lugares. Oriental e ocidental ao tempo, antiga e moderna ao tempo, uma música com tempo e sem tempo ao tempo. Num momento dado do espectáculo ocorreu-me: “Esta música é como Israel!” . Israel é, pelo menos dentro das suas fronteiras (concedam-me, em aras de um pouco de objectividade, isso no mínimo) um milagre de integração e de convívio. Judeus de origem russa, centro-europeia, norte-africana, falashas da Etiópia, temani do Iémen, árabes muçulmanos, árabes cristãos, beduínos, drusos, bahá’i, imigrantes de muito diferentes origens, línguas e religiões, conseguem conviver. Com problemas, claro é, porque são humanos. Mas conseguir conviver com problemas é a única alternativa real a não conseguir conviver em absoluto, e isso já é milagre suficiente. Alguns árabes que vivem em Israel têm um conflito ideológico com o Estado de Israel, é certo, mas o conjunto dos árabes israelitas não tem conflito social nenhum com os seus concidadãos judeus, e pode-se demonstrar com dados que vivem em melhores condições e fruem de mais direitos do que os árabes de qualquer país vizinho ou próximo.
E ocorreram-me também outras duas ideias intimamente conexas com esta. A primeira: Se o resultado da chamada “Primavera Árabe” fosse (como todos queremos) a criação de Estados modernos, democráticos e avançados em todos esses países, e não (como muitos tememos) a criação de teocracias retrógradas e nada respeitosas com os direitos humanos, necessariamente todos esses Estados vão acabar parecendo-se com Israel. E a segunda: Por muito paradoxal que possa parecer, Israel é a melhor ponte que ocidente pode ter no mundo árabe, porque só ele aprendeu a viver na fronteira entre esses dois mundos. Israel deveria ser, antes que um inimigo dos países árabes, um exemplo a seguir. Porque ele soube conservar da tradição o que dela merece ser salvo: a música, a língua, a arquitectura, as lendas, a arte... Mas soube também desterrar o que dela deve ser desterrado: o controlo das consciências, dos usos e costumes, a discriminação da mulher, o ódio ao diferente e o fanatismo.
Israel é antigo e moderno, ocidental e oriental a um tempo. Como a música de Idan Raichel. E Idan Raichel também é como Israel. Por isso, antes do começo do espectáculo, ele saiu sozinho, num típico gesto intransigente de fascista, a tentar dialogar com aqueles energúmenos, que o retribuíram com desqualificações e com insultos. Mais uma vez: genocida e terrorista. O mais cómico, ou o mais dramático, é que dentro dessas pessoas reconheci algumas que sei que sempre apoiaram as acções terroristas do Exército Guerrilheiro do Pobo Galego Ceibe e que hoje em dia apoiam os projectos genocidas dos aiatolás iranianos. É que ninguém já reparou nisto?: Se o Irão atirar uma bomba nuclear contra Israel, essa bomba não saberá diferençar árabes de judeus, nem respeitará a sinuosa linha de fronteira entre Israel e os territórios palestinianos (O aiatolá Ali Khamenei declarava há pouco que a morte de 60% de judeus na zona justificaria a de 40% de muçulmanos). Irão vai defender a causa palestiniana destruindo a Palestina. Igual que esses pretensos amigos dos palestinianos se concentraram naquela noite fria para tentar impedir, afinal, que uma cantora palestiniana cantasse. Que cantasse com um músico israelita e se abraçasse a ele, e que ambos demonstrassem, nesse gesto, que o convívio é possível, e que a vida e a felicidade dos seres humanos concretos que habitam Israel e a Palestina é muito mais sagrada do que qualquer fronteira e qualquer preconceito ideológico, e que isso só é possível desde a colaboração e o entendimento, e não desde a incitação ao ódio que os donos da verdade, e da porta do Auditório da Galiza, praticavam.
Talvez era isso o que eles não queriam que nós víssemos.
Mas saímos dali mais vivos do que entrámos.
11/08/11
De Ferrol a Mauthausen
El País - 10/08/2011
Rexistrado co número 3.640 e co triángulo azul dos apátridas cosido no seu uniforme, Vítor Manuel Ares entrou en Mauthausen en 1940, despois de pasar por outro campo de exterminio, e saíu con graves secuelas pola desnutrición cinco anos despois, o 5 de maio de 1945, cando os aliados penetraron en territorio nazi e topáronse coa industrialización da morte que perpetrara o réxime de Adolf Hitler. Como Vítor Manuel, outras 18 persoas das comarcas de Ferrolterra, Eume e Ortegal padeceron na súa pel o horror dos campos nos que os presos, considerados infrahumanos, eran exterminados a través do traballo escravo. Agora as asociacións Memoria Histórica Democrática e Fuco Buxán propuxéronse rescatar as súas figuras, a través da investigación do historiador Enrique Barrera. Pretenden levantar un monumento cos seus nomes inscritos e publicar un libro no que se recompilen as súas historias.
Non todos tiveron a fortuna de sobrevivir -faleceron preto da metade dos 19-, pero o caso de Vítor Manuel, natural de Ares, é paradigmático. Era un suboficial da Mariña que combateu no bando republicano. Tras a vitoria franquista, exiliouse en Francia e como outros moitos galegos e españois foi internado nun campo de refuxiados. Cando comezou a II Guerra Mundial, recrutárono para unha Compañía de Traballadores Estranxeiros, que facía labores de apoio ao exército francés. Con todo, unha vez que as tropas nazis romperon a Liña Maginot e o Goberno galo se rendeu, as autoridades alemás e españolas acordaron enviar a uns 9.000 republicanos a campos de exterminio, dos que faleceron o 63%. Vítor Manuel foi dos que sobreviviu, a base para comer mondas e patacas crúas e grazas a unha "medio noiva" que era filla dun provedor e que lle daba comida ás agachadas, segundo relatou a un sobriño que lle foi a visitar en 1962.
A pesar desa alimentación extra, tras ser liberado tivo que estar varios anos recuperándose da desnutrición. A diferenza dos campos de exterminio xudeu (lager), nos de presos (stalags) non existía un programa de asasinato masivo, senón que se aproveitaba a forza de traballo dos reclusos e se lles subalimentada, ate que o deterioro impedíalles realizar os labores asignados. Entón matábanos e incinerábanos en fornos crematorios. Nun deles
traballou Vítor Manuel. Outros presos, enfermos físicos e mentais, entre eles algún dos ferroláns, eran enviados ao próximo Castelo de Hartheim, onde, tras ser sometidos a experimentos científicos, eran gaseados.
Ao saír de Mauthausen, Vítor Manuel volveu a Francia e alí refixo a súa vida. Tras a guerra, nas igrexas francesas adoitábanse pór os nomes dos españois liberados, por se alguén quería reclamalos. En Perols, preto de Montpellier, había unha comunidade de exiliados do seu mesmo municipio, Ares. Cando viron o seu nome contactaron con el, e alí trasladouse. Traballou como mestre de obras e promotor inmobiliario e acabou casándose cunha española, tamén exiliada.
Os outros 18 represaliados desta comarca presentan peripecias bastante análogas, aínda que cada unha coas súas particularidades. Un deles, Juan José Casal, foi salvado in extremis por un amigo xudeu, que exercía como kapo -preso utilizado polas SS para controlar ao resto- e intercedeu para evitar o seu asasinato. Volveu a España a finais do sesenta, pero nunca quixo falar do seu pasado nos campos. Outro, Marcelino Pardal, valeuse das súas habilidades futbolísticas para salvar a vida. Xogara no Racing de Ferrol, e cando os nazis descubriron o seu talento alistárono no equipo do stalag. As SS organizaban partidos entre os distintos campos, por motivos propagandísticos ou de simple entretemento.
Para realizar esta investigación, que xa dura máis dun ano, Barrera botou man dos arquivos de Mauthausen, nos que os nazis apuntaban o lugar e data de nacemento de cada recluso, e asignábanlles un número de identificación. Tamén escudriñou rexistros municipais e realizado un amplo labor de campo, con entrevistas aos descendentes vivos. Algúns descoñecían que os seus parentes estivera en campos de exterminio, outros seguen vivindo en Francia.
Barrera destaca que é a terceira xeración, a dos netos, a que se interesa polo ocorrido cos seus familiares, fronte á actitude da xeración anterior, que optou polo esquecemento. "Forma parte da natureza humana que se queira restaurar a dignidade", salienta o historiador, que se revela contra a xustificación sen fundamento -co tópico de "algo faría"- de asasinatos e condenas "sen razón nin xuízo". Fronte a iso, opón as 19 historias de sufrimento e morte por formar parte do bando perdedor.
28/04/11
Yad Vashem na Memoria


XL Semanal
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Volvo ver, con motivo da visita dos príncipes de Asturias a Xerusalén, imaxes do Museo do Holocausto, que visitei fará unha vintena de anos ou talvéz algo máis. Entendo a frase coa que queren resumir a súa sensación tras o percorrido silencioso e estremecido por cada unha das súas salas: calafrío do horror. Se vostede decidiu non morrer sen visitar Terra Santa, cousa que lle encomio, saiba que non poderá deixar de visitar o centro interpretativo máis cruel sobre a matanza sistemática máis asasina vista na historia moderna do ser humano. Os xudeus, coa súa minuciosidade exemplar, recuperaron no seu día todos os datos posibles sobre o exterminio planificado polos nazis e plasmárono nun museo demoledor, estremecedor e aterrador. Os nomes dos asasinados, as súas fotos, as súas fichas de ingreso no campo de concentración, a causa da súa morte -fusilados, gaseados, por inanición, por enfermidade-, a súa procedencia, os métodos cos que foron torturados, o espolio ao que foron sometidos, todo consta nas diferentes plantas dun museo que resulta visita obrigada para comprender ben o tempo de tolemia atroz que viviu a Europa dos anos corenta.
O Yad Vashem vai evoluindo e completándose cos anos. Aquel, quixo a casualidade que se estivese xulgando a Ivan Demianiuk, ucraíno implicado na morte de máis de vinte mil xudeus no campo de Sobibor. Demianiuk fuxiu tras a guerra aos Estados Unidos, país no que nacionalizouse, pero foi localizado polos xudeus nos primeiros anos oitenta. O Estado de Israel conseguiu a extradición e dispuxo un longo xuízo que duraría dous anos e que concluíu cunha condena á morte na forca. As sesións eran abertas e este columnista estivo nunha delas: aínda lembro a cara a cara cunha das súas vítimas e os segundos interminables que tardou en descomporse o rostro da testemuña ate que o sinalou co dedo e dixo con ira tan acumulada como contida: «É el!». Unha revisión do caso polo Supremo de Israel púxoo en liberdade, xa que algúns testemuños aseguraban que se trataba dun simple mecánico que nada tiña que ver co asasino de Treblinka. Hai apenas dous anos, as autoridades estadounidenses e alemás chegaron a un acordo para a extradición e o posterior xuízo en Alemaña do ancián Demianiuk, pero, ao parecer, unha avanzada leucemia impediu, de momento, o traslado. Segue, ao parecer, vivindo en Estados Unidos, aínda que desposuído da cidadanía norteamericana. Pero para sempre será sinalado como Iván, o Terrible.
Visitar o Museo do Holocausto despois de asistir durante unha longa xornada ao aparatoso aínda que metódico xuízo a un criminal nazi fai que observes cada unha das salas do complexo cunha sensibilidade especial. En Yad Vashem hai preto de sesenta e dous millóns de páxinas de documentos históricos sobre o Holocausto, a máis diso un noventa mil volumes de bibliografía sobre o mesmo; pódese visitar a conmovedora Cripta do Recordo ou o non menos emocionante Monumento aos Nenos, en memoria do preto de millón e medio de raparigos que aqueles animais eliminaron (na Cripta do Recordo constan todos os nomes dos xudeus asasinados ou desaparecidos durante o horror dos asasinos hitlerianos, e pódense coñecer o rostro, as circunstancias da súa deportación e morte de cada un do seis millóns e pico de xudeus europeos aos que se negou o dereito a existir). E todo aquilo que se ve xa non se pode esquecer xamais.
Se Xerusalén merece unha visita de seu, que indubidablemente a merece, canto máis se se completa a mesma cun percorrido polo horror que de forma exemplar, admirable, documentaron os xudeus. Comprendo as palabras dos príncipes e a súa sensación sobresaltada ante a atrocidade. Pasaron máis de vinte anos daquel longo día entre o xuízo e a visita e aínda é o día no que me teño que esquecer dun só dos detalles. Hoxe, Pascua de Resurrección, brindo polos xudeus do mundo desde o respecto, a solidariedade e o afecto máis sincero.
17/01/11
13/01/11
Eduardo Martínez: un Schindler galego

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Documentos inéditos da National Arquives de Londres (Arquivos Nacionais) desclasificados en 2005 achegan novos datos sobre a participación de Eduardo Martínez Alonso (Vigo, 1903) nas operacións de evacuación de xudeus desde Galicia durante a II Guerra Mundial, na súa calidade de médico da Embaixada Británica e da Cruz Vermella, xesta que a súa filla, a antropóloga social Patricia Martínez de Vicente, xa relatara nun libro publicado en 2003 a partir dun vello diario do doutor e dos testemuños da súa nai, Ramona de Vicente. Esta documentación -entre a que hai informes de organizacións como a Cruz Vermella Británica, listas de evacuados, telegramas da Embaixada Británica en Madrid e do propio médico-, desvela que o "Schlinder" vigués non só colaborou con este operativo entre 1940 e 1942, ano no que tivo que exiliarse en Londres, tal e como se cría ate agora, senón que foi o ideólogo da coñecida como ruta de Valença do Miño e que continúo asesorando ao MI6 (Servizo de Intelixencia Británico) desde o seu exilio londinense.
Un telegrama da Embaixada Británica en Madrid aos Servizos Secretos Británicos, datado o 11 de febreiro de 1942, refírese así ao médico recentemente chegado a Londres sobre quen se solicitaba informes: "foi o noso principal axente do SOE (Special Operations Executive) ao axudarnos cos rescates desde fóra e a través de España e xa que logo suxiro que siga asesorándonos".
O mesmo telegrama deixa claro o seu papel nas operacións de rescate levadas a cabo desde Galicia: "Deberán ter en conta a súa experiencia directa nas evacuacións polo río Miño. Coñece valiosos detalles sobre a ruta de Valença que el organizou". Centos de miles de refuxiados -prisioneiros de guerra e sobre todo xudeus- acabaron no cárcere de Miranda de Ebro tras atravesar clandestinamente os pasos dos Pirineos fuxindo da barbarie nazi, e miles deles conseguiron ser liberados grazas á estratexia do Servizo Secreto Británico, que comezou a xestar estas operacións o mesmo ano do estoupido da guerra, en 1939; e unha destas rutas foi a que ideou e dirixiu Martínez Alonso e que tiña a Tui e ao río Miño como principais escenarios.
Entre a documentación desclasificada á que tivo acceso Martínez de Vicente, atópase tamén unha carta escrita polo seu pai con detalles pormenorizados sobre o seu labor como membro da Special Operations Executive (SOE) nas evacuacións da franxa fronteiriza con Portugal: "Eu limítome aos pasos da fronteira galega (denominada a ruta de Valença do Miño) e estudo as posibilidades da fronteira salmantina entre Ciudad Rodrigo e Fuentes de Oñoro, paso que se utilizou con éxito para os polacos, aínda que houbo algúns casos desafortunados, quizais por falta de medios apropiados, mala organización e porque se intenta contrabandear a demasiada xente á vez".
Tamén dá detalles sobre a propia ruta e sobre as infraestruturas que contan na zona. "Agora mesmo utilizamos dous puntos diferentes -relata o doutor-. Un en Guillarei, xunto ao río Miño, que corre paralelo á estrada e o tren. (...) O seguinte punto está máis próximo ao río, onde o noso axente ten outra casa e un barquiño de pesca que podería albergar a 12 persoas e unha tripulación de seis persoas".
Martínez Alonso coñecía de corrida estas operacións non só por deseñar a ruta que desembocada en Portugal tras atravesar media España, senón porque participara activamente no operativo antes do seu exilio, papel que comezaba coa liberación dos presos do cárcere de Miranda de Ebro, onde en 1941 había 800 detidos aliados -144 británicos, 89 canadianos e 306 polacos-, segundo detalla un informe desclasificado de Cruz Vermella Británica. A través dos arquivos desta organización, Martínez de Vicente pescudou que durante ese mesmo ano, o seu pai visitaba a estes presos todas as fins de semana para comprobar o seu estado de saúde e facer as reparticións de roupa, comida e tabaco que proporcionaba a esposa do agregado naval, Alan Hillgarth.
Para liberar aos prisioneiros, certificaba unha enfermidade grave: tifus, tuberculose... e recomendaba a súa evacuación por razóns humanitarias. "Ate certificou as súas falsas mortes, polo que continuaban o seu periplo cunha nova identidade", engade Patricia de Vicente.
Os servizos británicos eran os encargados de elaborar as listas de quen tiñan que ser liberados polo operativo de evacuación. "Entre as súas prioridades estaban os xudeus que, cunha "J" nun pasaporte, serían sen ningunha dúbida repatriados aos seus países de orixe, ocupados polo exército nazi", relata a antropóloga. Unha vez fóra dos muros da prisión, os liberados emprendían a viaxe nun coche da embaixada británica, con salvocondutos falsos, en dirección a Galicia e en numerosas ocasións pasaban a noite na casa de verán que a familia Martínez Alonso tiña en Redondela.
O cerco da Gestapo
A pesar de que os traslados organizábanse minuciosamente e realizábanse coa máxima discreción, os nazis sabían que Vigo e Tui eran puntos craves para as evacuacións. O propio Eduardo Martínez advertira diso ás autoridades británicas desde o seu exilio londinense: "Non recomendo usar a ruta de Vigo, xa que as autoridades coñecen perfectamente que nos encargamos de pasar xente polo río Miño cara ao norte de Portugal (...) Por iso é conveniente alternar as paradas en Guillarei". "A Gestapo gozou de total impunidade e tivo unha forte presenza en Vigo, cuxo porto era importantísimo, xa que desde aquí os nazis transportaban o wolframio extraído das minas galegas e que alimentaba á industria bélica de Hitler", explica a antropóloga.
Pero o Servizo Secreto Británico vixiaba moi de perto os movementos dos alemáns, polo que Martínez de Vicente non dubida en afirmar: "Vigo era un niño de espías".
Ante o cerco cada vez máis estreito da Gestapo, o médico vigués recomenda desviar a ruta de evacuación por Santiago vía Porriño: "Santiago é un centro turístico e é máis fácil que o corpo diplomático o visite. Suxiro que todos os ocupantes baixen a visitar os monumentos na mañá, xanten na estrada Pontevedra-Vigo, por exemplo en Ponte Sampaio, onde hai un criadeiro de ostras -unha estupenda escusa para parar un par de horas-, e chegar á nosa casa de Redondela á tardiña". Esta nota desvela que a casa redondelana continúo empregándose para as evacuacións a pesar de que os seus propietarios atopábanse fóra do país.
Desde alí e á noitiña, eran trasladados ate Tui -un dos pasos era a parroquia de Guillarei-, nun operativo no que participaba un reducido grupo de persoas, entre elas un tal Ríos, de profesión taxista, cuxo labor era pasar cos evacuados a fronteira de Portugal, situada alén da antiga ponte de ferro que une Tui con Valença, segundo consta nas comunicacións do doutor Martínez Alonso.
Un informe da Cruz Vermella Británica cita que en dez meses liberáronse a 400 homes de cárceres españois. Con todo, Patricia Martínez recoñece que é imposible saber cantas persoas conseguiron atravesar a fronteira galaico-portuguesa a través desta rede de evacuación, aínda que calcula que deberon de exceder as 50.000, tendo en conta que uns 300.000 refuxiados saíron de España entre 1940 e 1945 a través das dezaseis rutas de evacuación que operaron ao longo e ancho do país.
O Goberno británico concedeu ao doutor Eduardo Martínez Alonso a Medalla ao Valor en 1945, pouco antes de regresar a España, e hai tan só uns meses, en abril de 2007, foi distinguido co título de Xusto entre as Nacións por axudar a fuxir do Holocausto a milleiros de xudeus, un galardón que tan só teñen sete españois, segundo a antropóloga.
A xesta de Eduardo Martínez Alonso, que agora amplía estes novos datos, podería ser levada ao cine. "Hai un proxecto para facer unha película que está moi avanzado", asegura Martínez de Vicente, que prefire non desvelar máis detalles polo momento. Mentres, prepara un segundo libro sobre a intervención do médico vigués nestas operacións de rescate coa información nova da que dispón.
* Xornalista no Faro de Vigo
19/11/10
Jacques Stroumsa

Cun fiíño de voz que nos facía estar a todos en escrupuloso silencio e arrechegados á súa mesa relataba os anos de infancia nunha Salónica descougada. El nacera en 1913, un ano despois da incorporacion da cidade a Grecia. Máis de oitenta mil españois xudeus mantiñan daquela viva a lingua que el estaba usando pousadamente naquela sala, ese español medieval de fonética arcaica entrefebrado con pingas de vocabulario apañado dos países por onde pasaran aqueles xudeus errantes antes de topar o acougo xeneroso do imperio otomano. Contaba como existían daquela escolas promovidas por Francia, Italia, Inglaterra, incluso Alemaña, pero non España, naquel recuncho multicultural, segunda cidade xa de Grecia nun momento de anexión integradora. Salónica fora durante moitos séculos unha especie de Xerusalem xudía sobre todo, pero tamén turca e grega. Coa anexión, a minoría turca devecera de forma radical, pero a xudía ía resistindo. Contaban o sr. Stroumsa como era a súa familia de músicos, de violinistas, e como se fixo enxeñeiro industrial en Francia onde botou uns anos antes de voltar a Salónica para traballar e cumprir co servizo militar. Coa súa vida e viaxes cosmopolitas e co seu bo oído, chegou a falar moitas linguas, castelán, turco, grego, hebreo francés... Estaba orgulloso. Pero un día aquel mundo veuse abaixo. Chegaban ecos de Alemaña e Polonia. Non podía ser. Era demasiado terrible para ser certo. Non podía haber tanto mal. Pero o mal chegou. Metérono nun tren coa súa familia. No tren 16, xunto outros 2.499 xudeus de Salónica, un día da primavera de 1943. Chegaron ao destino. Separáronos. En 1.685 non gastaron tinta. Directamente saíron polas chimeneas de Auschwitz. Entre eles a súa muller embarazada de oito meses, seus pais e os sogros. Aos outros 815 tatuáronos. Un triángulo como xudeu, un G como grego, e un díxito.
E Jacques salvouse, curiosamente, pola música. Como violinista tatuado no inferno. Porque como di o título dun dos seus libros, “Elixin a vida”. Logo houbo de traballar de enxeñeiro escravo. Pero non había outra escolla: suicidio ou supervivencia. E debía seguir vivo para dar testemuño do horror. Para impedir o esquecemento e para evitar o odio.
Así que marchou o velliño, falamos. E dixéronnos que houbera moitos israelís que non acolleran ben aos saídos dos campos de concentración. Eran culpables de sobrevivir, de facer o posible e o imposible por cumprir o mandáto bíblico de manter o fío da vida. Israel non quería, non debía ser a casa só dos heroes, dos combatentes, senón de todos os supervivintes.
Jacques Stroumsa acabou reconstruíndo a súa vida xunto con Lora, de Atenas, e nos últimos anos deleitábase coa súa neta violinista. Pechou o círculo da vida alá na desacougada e esperanzada Xerusalem, o outro día, cando era tempo de magostos en Ourense. Que a terra che sexa leve, Jacques.
04/09/10
Pablo Veiga desde Israel (I)
Xa van dous días completos na cidade de Tel Aviv. Sol e calor, moita calor. Tivemos a ocasión para realizar un percorrido nun bus turístico. Comprobei que se trata dunha urbe moderna, moi do estilo de calquera do mediterráneo español de poboación similar. Deime un baño nas súas praias, enormes, ben preparadas e coa temperatura da auga moi superior á que sufrimos este verán no atlántico galego. Moita viveza e ambiente nas súas rúas. Moita xente nova.
Tamén utilicei o pateo, máis cansino pero camiñando ó lado da xente tense unha perspectiva máis achegada que desde a altura dun autobús. Atopeime con algunha persoa que falaba español. En concreto, un par de arxentinos e un uruguaio. Algún deles con catro décadas vivindo en Israel. Lamentábanse de seren os xudeos un pobo incomprendido e inxustamente tratado. Non entendían como podía ter o seu país, onde vivían na actualidade, tan mala imaxe. Laíabanse dese sentimento que os facía ser os malos no confito cos palestinos. Por iso se sorprendían que un galego escollera como destino de viaxe a Israel e lles amosase a súa amizade e solidariedade. Custáballes crelo, sinceramente. E por suposto, loubaban a Israel como nación.
As miñas primeiras horas en Tel Aviv servíronme para visitar o edificio onde se declarou a independencia de Israel. Alí estiven eu, tirando fotos, sentado nas mesmas cadeiras de madeira que aquelas persoas con David Ben Gurion ó fronte, o catorce de maio de 1.948 celebraron a histórica sesión.
Un lugar sobrio e humilde. Era significativo do que lle agardaba ó novo estado. Esforzo colectivo, sufrimento e traballo para acoller a centos de miles de xudeos que emigrarían de volta desde os máis diversos lugares, algúns sobrevivintes da maior matanza humana de tódolos tempos como foi o holocausto, a unha terra hostil. Aquela sala, de apenas cen metros cadrados, foi o xérmolo dunha idea que hoxe, sesenta e dous anos máis tarde, segue sendo unha realidade, a pesares de tódolos pesares. Unha democracia exemplar rodeada de inimigos. Un estado, unha nación, un país, un pobo que nos debería servir de exemplo en moitos aspectos
01/09/10
Discurso de José María Aznar no Congreso Mundial Xudeu en Xerusalén

Quixera enfatizar, máis unha vez, o meu claro convencimento de que ninguén debería falar, nin negociar, nin ceder ante o terrorismo.
O único destino do terrorismo é ser combatido e ser derrotado.
Hoxe, como é natural, todos os nosos ollos se dirixen a Washinton DC, onde, sob os auspicios do presidente Obama, o primeiro ministro Netanyahu e o presidente da Autoridade Palestina, Mahmud Abbas, van comezar as conversas tras tantos meses en punto morto.
Malia que non estou seguro sobre a posibilidade de lograr un "acordo histórico" dadas as circunstancias do sector palestino, debemos ser optimistas. Cando menos, o mundo poderá comprobar que o goberno israelí non é o que non quere falar nin o que non está preparado para levar a cabo compromisos.
Debemos ser optimistas, mais tamén prudentes. As expectativas son demasiado altas, e como político sei ben que as grandes expectativas tenden a xerar maiores frustracións. A última vez que os líderes de Israel e da Autoridade Palestina se reuniron para tentar chegar a un acordo pacífico e duradeiro, o resultado da reunión foi precisamente o contrario: unha segunda Intifada moito máis letal que a primeira.
Pero soñemos un intre e imaxinemos que finalmente se consegue o fin da actual situación entre israelís e palestinos. Non só cambiaría o estado de cousas aquí, senón que tamén mostraría a todo o mundo o equivocados que estaban ao culpar a Israel de todas as malas accións da rexión, ou á ausencia dun acordo entre israelís e palestinos coma orixe de toda a violencia desde Marrocos ate o Hindu Kush.
O mundo podería ver que un Estado palestino tampouco aplacaría aos radicais islamistas e yihadistas cuxo obxectivo é establecer unha teocracia fundamentalista, como tampouco diminuiría as ambicións nucleares e revolucionarias do réxime iraníano, os dous verdadeiros responsábeis do futuro da rexión e do mundo.
Sexa como for, deberiamos dirixir as nosas miradas a Washington DC hoxe, non só polas conversas que alí se manteñen, senón por razóns máis profundas. Estados Unidos foi a pedra angular do mundo occidental, expandindo os nosos valores centrais de liberdade, prosperidade e dignidade humana, e protexendo a nosa seguridade fronte aos nosos inimigos. Estados Unidos desempeñou un papel vital e o noso modo de vida depende de que continúe xogando ese papel central no futuro. Algo que, na miña opinión, non está garantido
Como mostra da súa mentalidade árabe, Bin Laden dixo, cando el e os seus compañeiros celebrababan a destrución das torres xemelgas, que se alguén debe escoller entre un cabalo forte e un débil, invariablemente escollerá o forte.
Durante décadas, por non dicir séculos, o cabalo forte foi claramente Occidente. Hoxe, con todo, enfrontámonos a un contrincante.
Hai algúns aos que lles gustaría ver unha nova orde mundial onde as forzas occidentais tivesen un menor papel e influencia, como Rusia ou China, cada unha por diferentes razóns.
Hai outros aos que lles gustaría ter máis influencia, como Brasil ou, últimamente, Turquía.
E, por suposto, están aqueles a os que lles gustaría destruír o noso sistema e impor a súa visión das cousas, como os ayatolás revolucionarios de Irán ou os yihadistas dirixidos ou inspirados por Al Qaeda.
Como colofón a toda esta confusión, nós, en Occidente, estamos atravesando unha das crises económicas máis graves, por non dicir a peor, da nosa historia recente. E malia que a crise é global e afecta a todo o planeta, algúns están mellor preparados que outros para manexar as súas consecuencias. Se a crise dura demasiado, será inevitábel que se produza unha nova distribución do poder. Haberá gañadores e perdedores. Non hai dúbida diso.
Ademais, grandes sectores occidentais están sufrindo unha especie de crise de identidade. Europa é un bo exemplo. Cunha poboación menguante, un aumento da inmigración musulmá −moitos deles expostos a ideas radicais−, o multiculturalismo impúxose como a forma política correcta de manexar o desafío da convivencia entre as diferentes culturas, ate se algunhas delas non desexa integrarse ou non respecta ás demais. Refírome a que os valores xudeucristiáns son desafiados cada día e a xeración do 68 que domina os nosos liderados actuais non fai nada por defendelos.
A Europa pacifista loitou contra Occidente durante moito tempo, e por iso foi tan hipercrítica de Israel. Estados Unidos era outra historia. Cando menos ate hai pouco tempo. O presidente Obama puxo en movemento forzas que, se non son corrixidas, poderían redefinir a nación e o seu lugar no mundo de tal xeito que, na miña opinión, podería causarnos a todos grandes problemas.
Desde a súa investidura buscou unha nova relación co mundo musulmán ate o risco de socavar ao mellor aliado de Estados Unidos na rexión, como fixo con Europa ao perseguir unha nova relación con Moscú.
Parece dedicar máis tempo e enerxía a organizar a reunión de hoxe e a conseguir un novo plan de paz, que a tratar de evitar que o réxime iraníano constrúa a súa bomba.
Proxectou a imaxe de alguén que desexa fuxir dos problemas do mundo, desde Irak a Afganistán, abrazando a moitos inimigos de Estados Unidos á vez que castiga aos seus aliados tradicionais.
Non creo que os crecentes ataques para deslexitimar a Israel non estean relacionados coa crise de Occidente, e máis concretamente, coa crise de confianza que emana da Casa Branca na actualidade. Cando se percibe que o cabalo forte deixou de selo, téndese a actuar de formas impensábeis no pasado.
A nosa debilidade, percibida ou real, é a fortaleza dos nosos inimigos. Podemos queixarnos e aceptar o noso declive sen facer nada, como moitos parecen preferir, ou podemos reaccionar, defendernos e fortalecer os nosos valores.
Eu escollín a segunda opción. Porque creo en Occidente, no que fomos, no que somos e no que podemos ser.
E é aquí onde Israel entra na ecuación. Se os principais desafiantes estratéxicos son un Irán nuclear potencial por unha banda, e o yihadismo pola outra, Israel é vital para nós, para as nosas nacións e sociedades.
Israel non é só parte substancial de Occidente, por todo tipo de razóns que non vou comentar agora, Israel é hoxe esencial para nós. Hoxe máis que antes, non só porque está na rexión onde colisionan as placas tectónicas estratéxicas, senón porque é unha das poucas nacións dispostas a pagar un prezo pola súa supervivencia, unha nación tan imbuída dos nosos valores democráticos centrais que defender o Estado de Israel é o mesmo que defender o noso sistema liberal.
Sobre todo nun momento no que o líder histórico de Occidente, Estados Unidos, está atravesando un tempo de introspección, esgotamento, e por que non dicilo, confusión.
Se Estados Unidos continua desvanecéndose como unha forza do ben no mundo, Israel verase na obriga de desempeñar un papel maior na rexión, e posiblemente, máis aló da rexión.
Defender a Israel, en última instancia, é defender as raíces occidentais, os valores occidentais que moitos en Europa, e algúns en Estados unidos, parecen esquecer. Non están obsoletos. E a mellor proba son precisamente Israel e a súa xente.
Deixar que aumente a deslexitimación de Israel paréceme que é a mellor forma de debilitar non só a liberdade de manobra de Israel, senón de prexudicarnos a nós mesmos fronte aos nosos inimigos, que son os mesmos.
É por iso que hai poucos meses embarqueime xunto con algúns amigos persoais nun novo proxecto chamado Friends of Israel Initiative. Ate ao decatarnos por primeira vez que os soldados israelís estaban interceptando a flotilla rumbo a Gaza, e levantarse a protesta pública en contra de Israel, todos cremos que era necesario que alguén alzase a voz e dixese que xa era dabondo, que os discursos sobre-emotivos e a miúdo irracionais sobre Israel sencillamente non eran aceptábeis, e que deberían ser reemplazados pola razón e a decencia.
Provimos de continentes diferentes e de experiencias persoais diversas. E o elemento crave, creo, é que non somos nin israelís nin xudeus (maioritariamente). Sinxelamente somos cidadáns preocupados, demócratas preocupados.
Por que un grupo de xente tan dispar séntese inclinado a defender a Israel, sabendo que automáticamente seremos estigmatizados? A resposta é moi sinxela: porque vivimos nun mundo onde é indispensábel defender os nosos valores morais, a nosa identidade e a nosa fe nas sociedades democráticas, para construír un mundo mellor e máis seguro.
Estamos afeitos a ver en televisión, e ás veces de cerca, os imperativos e as consecuencias de, déixenme chamalo así, as "batallas duras". Pero ao mesmo tempo, e máis aló de conflitos coma o de Afganistán, hai algo máis que está sucedendo, déixenme chamalo unha "batalla branda". Con isto quero dicir un ataque aos nosos valores centrais, a nosa propia forma de vida.
Para todos os membros fundadores de Friends of Israel Initiative, Israel é un país occidental democrático. É, ademais, un país de futuro, un país de grandes oportunidades.
Decidimos comezar a mover a nosa iniciativa porque todos compartiamos unha sensación de urxencia. Nós, como grupo global, creemos que a nosa mellor contribución é reforzar a posición internacional de Israel. Porque moitos chegaran á conclusión de que quizáis Israel era o vínculo máis débil. Que un Israel criticado, co tempo podería pasar a ser un Israel illado; e un Israel illado podería transformarse nun Estado paria. E nese punto, calquera cousa podería ser posíbel.
É por iso que creemos que deter este proceso de erosión dos dereitos de Israel non só é importante, senón vital: desde logo para Israel, pero tamén para todos os países occidentais. Como escribín nun artigo de opinión publicado en The Times hai uns meses, "Se Israel cae, caemos todos".
Déixenme concluír dicindo unha cousa máis.
O noso obxectivo é ser proactivos e construtivos. Aspiramos a abogar por Israel como un país normal, con todas as virtudes e, si, tamén con todos os defectos dunha sociedade democrática normal. Desexamos que nosa defensa sexa sostenible no tempo.
Normalmente, proxéctase unha imaxe de Israel moi negativa. Queremos, e necesitamos, abrir un espazo para debater a propósito de Israel e a rexión dunha forma máis racional.
Levará moito esforzo e tempo, así como diñeiro. Pero creemos que veremos os resultados. As batallas non se vencen simplemente adoptando unha postura puramente defensiva. Tampouco se gañan batallas si simplemente nos centramos na crise concreta dese momento.
Porque o mundo atravesa na actualidade cambios profundos e rápidos que terán consecuencias duraderas para todos nós, non podemos esperar a actuar.
Estivemos en Paris e en Londres, e en dez días organizaremos unha presentación da iniciativa en Washington DC, o corazón da cuestión. É importante que voces europeas, sobre todo non xudías, participen e traian algo de racionalidade ao debate aquí tamén.
Se queremos vencer aos nosos adversarios debemos empezar a fortalecernos, comezando coa fronte ideolóxica e a batalla das ideas. É aí onde podemos e debemos facer a nosa mellor contribución. E coa súa axuda, farémolo”.
Discurso de José María Aznar
08/06/10
O científico ecoloxista



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É un tipo novo e moi listo. As súas paixóns son a tecnoloxía e a ecoloxía. Non en van a pesar da súa mocidade leva quince anos traballando e impulsando a relación entrambos sectores: tratamento de residuos, reciclaxe das augas, aproveitamento do xeotermalisno... Pero sen dúbida o seu ollo dereito arestora teno posto en Efemcy, unha compañía de servizos mediombientais, focalizada nos sistemas bioenerxéticos que se dedica á investigación sobre a produción dun tipo de combustibles orgánicos de raíz ecolóxica. A idea central é lograr que o tratamento das augas negras en vez de consumir enerxía, proporcione electricidade ou hidróxeno a partir do uso de pilas de combustible microbianas. Así, logran un tratamento combinado e simultáneo da reciclaxe e limpeza das augas negras coa produción electroquímica de enerxía extraída do residuos en suspensión. E xa o fan. Non é unha idea no aire.
A pesar de ter moito traballo aquí e alá neste mundo global, aceptou vir a España porque o cobizaba a curiosidade e os desexos de comunicar que outro mundo é posible. Con técnica, boa vontade e coñecemento pódense desfacer moitos dos entortos que existen. Tamén científicos e técnicos. Onte, en Madrid, falaría nun curso enerxías renovables e tecnoloxías limpas. Cousas das que sabe. E viña a un tempo de cultura e universalidade como é o Parque Científico de Madrid en la Universidad Autónoma de Madrid. ¿Como é? Como debía ser! Alí foi o agredido. Uns que, sen querer, gritaban calados o berro de Millán Astray na Universidade de Salamanca, -¡Muera la inteligencia!- agrediron ao sabio. ¿Por que? Pois por puro racismo. Si. Aos agresores non lles gustaba o país do que viña, nin a súa raza, nin a súa cultura, nin a súa xente, nin a súa historia, nin o seu goberno. Si, pegáronlle porque non lles gustaba o goberno ao que debe pagar impostos. E non. Non era negro. Tampouco era xitano. Nin era árabe. Nin iraní. Era algo peor. Pero algo para co que o racismo latente integrado na sociedade occidental se amosa cada vez máis virulento e a maioría sileciosa cada vez máis calada. O enxeñeiro, o biotecnólogo, era xudeu.
¿Cal é a relación entre o científico o incidente da flotilla? Non a hai. El é israelí. Non importa ao que viñese, nin quen fose. Puro racismo dos antiracistas de boquiña. Pura violencia de pacifistas declarados. Puro fascismo de antifascistas. De momento, batallas perdidas como a obxectividade dos medios neste tema. Eytan Levy, así se chama el, desculpe, por favor.
14/04/10
O arquipélago do inferno nazi

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Buchenwald - 12 de abril de 2010
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O 11 de abril de 1945 -fai pois 65 anos- cara ás cinco da tarde, un jeep do Exército americano preséntase á entrada do campo de concentración de Buchenwald. Dous homes baixan do jeep. Dun deles non se sabe grande cousa. Os documentos que temos son pouco explícitos. Está establecido, en todo caso, que trátase dun civil. Pero, por que estaba alí, á vangarda da Sexta División Acoirazada do Terceiro Exército norteamericano do xeneral Patton? Que profesión exerce? Cal é a súa misión? É seica xornalista? Ou, máis probablemente, experto ou conselleiro civil dalgún organismo militar de intelixencia?
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Non se sabe de certo. Está alí, con todo, presente, ás cinco da tarde dun día memorable, ante a porta de entrada monumental
do campo de concentración. Está alí, acompañando ao segundo tripulante do jeep. Este si está identificado: é un tenente, mellor aínda, un primeiro tenente, un oficial de intelixencia militar asignado á Unidade de Guerra Psicolóxica do Estado Maior do xeneral Omar N. Bradley. Tampouco sabemos o que pensaron os dous americanos ao baixarse do jeep e contemplar a inscrición en letras de ferro forxado que se atopa no enreixado do portal de Buchenwald: Jeden das Seine. Non sabemos se tiveron tempo de tomar nota mentalmente de tamaño cinismo, criminal e arrogante. ¡Unha sentenza que alude á igualdade entre seres humanos, á entrada dun campo de concentración, lugar mortífero, lugar consagrado á inxustiza máis arbitraria e brutal, onde só existía para os deportados a igualdade ante a morte!.
O mesmo cinismo expresábase na sentenza inscrita no portal de Auschwitz: Arbeit macht frei. Un cinismo característico da mentalidade nazi. Non sabemos o que pensaron os dous americanos naquel histórico momento. Pero si sabemos que foron acollidos con xúbilo e aplauso polos deportados en armas que montaban a garda ante a entrada de Buchenwald. Sabemos que foron festexados como libertadores. Porque o eran, en efecto. Non sabemos o que pensaron, non sabemos case nada das súas biografías, da súa historia persoal, dos seus gustos ou desgustos, da súa familia, dos seus anos universitarios, se é que os tiveron. Pero sabemos os seus nomes. O civil chamábase Egon W. Fleck e o primeiro tenente, Edward A. Tenenbaum.
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Repitamos aquí, no Appeliplatz de Buchenwald, 65 anos despois, neste espazo dramático, eses dous nomes esquecidos e ilustres: Fleck e Tenenbaum. Aquí, onde resoaba a voz gutural, malhumorada, agresiva, do Rapportführer todos os días da semana, repartindo ordes ou insultos; aquí onde resoaba tamén, polo circuíto de altofalantes, algunhas tardes de domingo, a voz sensual e cálida de Zarah Leander, coas súas sempiternas cancionciñas de amor, aquí imos repetir en voz alta, de viva voz se fose necesario, aqueles dous nomes. Egon W. Fleck e Edward A. Tenenbaum. Así, marabillosa ironía da historia, incrible desquite significativo, os dous primeiros americanos que chegan á entrada de Buchenwald, aquel 11 de abril de 1945, co Exército da liberación, son dous combatentes xudeus. E aínda por riba, dous xudeus americanos de filiación xermánica, máis ou menos recente.
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Xa sabemos, pero non é inútil repetilo, que na guerra imperialista de agresión que desencadea en 1939 o nacionalsocialismo, e que aspira ao establecemento dunha hexemonía totalitaria en Europa, e seica no mundo enteiro, xa sabemos que nesta guerra, o propósito constante e consecuente de exterminar ao pobo xudeu constitúe un obxectivo esencial, localmente prioritario, entre os fins de guerra de Hitler. Sen andrómenas nin concesións a ningunha restrición mortal, o antisemitismo racial forma parte do código xenético da ideoloxía do nazismo, desde os primeiros escritos de Hitler, desde as súas primerísimas actividades políticas.
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Para a chamada solución final da cuestión xudía en Europa, o nazismo organiza o exterminio sistemático no arquipélago de campos especiais do conxunto Auschwitz-Birkenau, en Polonia. Buchenwald non forma parte de devandito arquipélago. Non é un campo de exterminio directo, con selección permanente para o envío ás cámaras de gas. É un campo de traballo forzado, sen cámaras de gas. A morte, en Buchenwald, é produto natural e previsible da dureza das condicións de traballo, da desnutrición sistemática. Como consecuencia, Buchenwald é un campo judenrein. Con todo, por razóns históricas concretas, Buchenwald coñece dous períodos diferentes de presenza masiva de deportados xudeus. Un deses períodos sitúase nos primeiros anos de existencia do campo, cando, logo da Noite de Cristal e do pogrom xeral organizado, en novembro de 1938, por Hitler e Goebbels persoalmente, miles de xudeus de Francfort, en particular, son enviados a Buchenwald.
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En 1944, os veteranos comunistas alemáns acordábanse aínda da mortífera brutalidade con que foron maltratados e asasinados en masa, masivamente, aqueles xudeus de Francfort, cuxos sobreviventes foron logo enviados aos campos de exterminio do Leste. O segundo período de presenza xudía en Buchenwald sitúase en 1945, cara a finais da guerra, nos meses de febreiro e de marzo concretamente. Naquel momento, decenas de miles de sobreviventes xudeus dos campos do Leste foron evacuados cara a Alemaña central polas SS, ante o avance do Exército Vermello.
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A Buchenwald chegaron milleiros de deportados escuálidos, transportados en condicións inhumanas, en pleno inverno, desde a afastada
Polonia. Moitos morreron durante unha viaxe interminable. Os que conseguiron alcanzar Buchenwald, xa sobrepoboado, foron instalados nos barracóns do kleine Lager, o campo de corentena, ou en tendas de campaña e carpas especialmente montadas para o seu precario aloxamento. Entre aqueles miles de xudeus chegados por entón a Buchenwald, e que nos achegaron información directa, testemuño vivo e sanguento do proceso industrial, salvaxemente racionalizado, do exterminio masivo nas cámaras de gas, entre aqueles miles de xudeus había moitos nenos e mozos adolescentes. A organización clandestina antifascista de Buchenwald fixo o posible para vir en axuda dos nenos e adolescentes xudeus sobreviventes de Auschwitz. Non era moito, pero era arriscado: foi un xesto importante de solidariedade, de fraternidade..
Entre aqueles adolescentes xudeus atopábase Elie Wiesel, futuro premio Nobel da Paz. Atopábase tamén Imre Kertesz, futuro premio Nobel de Literatura. Cando o presidente Barack Obama, hai uns meses, visitou Buchenwald, acompañáballe Elie Wiesel, hoxe cidadán americano. Pódese supor que Wiesel aproveitou aquela ocasión para informar ao presidente de EE UU da experiencia daquel pasado indeleble, da súa experiencia persoal de adolescente xudeu en Buchenwald. En calquera caso, paréceme oportuno recordar aquí, neste momento solemne, neste lugar histórico, a experiencia daqueles nenos e adolescentes xudeus, sobreviventes do campo de Auschwitz, último círculo do inferno nazi. Recordar tanto aos que se fixeron famosos, como Kertesz e Wiesel, polo seu talento literario e a súa actividade pública, como a aqueles que permaneceron, sinxelos heroes, no anonimato da historia.
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Ademais, non é esta mala ocasión para subliñar un feito que se perfila inevitablemente no horizonte do noso porvir. Como xa dixen hai cinco anos, no Teatro Nacional de Weimar, "a memoria máis lonxeva dos campos nazis será a memoria xudía. E esta, por outra banda, non se limita a experiencia de Auschwitz ou de Birkenau, E é que, en xaneiro de 1945, ante o avance do Exército soviético, miles e miles de deportados xudeus foron evacuados cara aos campos de concentración de Alemaña central. Así, na memoria dos nenos e adolescentes xudeus que seguramente sobrevivirán aínda en 2015, é posible que perdure unha imaxe global do exterminio, unha reflexión universalista. Isto é posible e penso que ate desexable: neste sentido, pois, unha grande responsabilidade incumbe á Memoria xudía. Todas as memorias europeas da resistencia e do sufrimento só terán, como último refuxio e baluarte, dentro de dez anos, á memoria xudía do exterminio. A máis antiga memoria daquela vida, xa que foi, precisamente, a máis nova vivencia da morte.
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Pero volvamos un momento ao día do 11 de abril de 1945. Volvamos ao momento en que Egon W.Fleck e Edward A.Tenenbaum deteñen o seu jeep ante o portal de Buchenwald. Probablemente, se tivese moitos anos menos, acometería agora unha indagación histórica, unha investigación novelesca acerca destes dous personaxes, investigación que abriría o camiño dun libro sobre aquel 11 de abril de fai máis de medio século, un traballo literario no cal ficción e realidade apoiaríanse e enriquecerían mutuamente. Pero non me queda tempo para semellante aventura. Limitareime pois a recordar algunhas frases do informe preliminar que Fleck e Tenenbaum redactaron dúas semanas despois, o 24 de abril exactamente, para os seus mandos militares, informe que consta nos Arquivos Nacionais de EE UU. "Ao desembocar na estrada principal", escriben os dous americanos, "vimos a miles de homes, farrapentos e de aspecto esfameado, en marcha cara ao Leste, en formacións disciplinadas. Estes homes ían armados e tiñan xefes que os encadraban. Algúns destacamentos portaban fusís alemáns. Outros levaban ao ombreiro panzerfausts. Ríanse e facían xestos de furiosa alegría mentres camiñaban... Eran os deportados de Buchenwald, en marcha cara ao combate, mentres os nosos tanques pasábanos a 50 quilómetros por hora...".
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Este informe preliminar é importante por varias razóns. En primerísimo lugar, porque os dous americanos, testemuñas imparciais, confirman rotundamente a realidade da insurrección armada, organizada pola resistencia antifascista de Buchenwald, e que foi motivo de polémica nos tempos da guerra fría. O máis importante, con todo, cando menos para min, desde un punto de vista humano e literario, é unha palabra deste informe: a palabra alemá panzerfaust. Fleck e Tenenbaum, en efecto, escriben o seu informe en inglés, como é lóxico. Pero cando se refiren ao arma individual antitanque, que se denomina bazooka en case todos os idiomas do mundo, e en todo caso en inglés, recorren á palabra alemá. O cal fai pensar que Fleck e Tenenbaum, o civil e o militar, son americanos de recente filiación xermánica. E isto abre un novo capítulo da investigación novelesca que me apetecería acometer.
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Pero hai outra razón, máis persoal, que faime importante a palabra panzerfaust, ou sexa, literalmente, "puño antitanque". E é que eu estaba, aquel día de abril de 1945, na columna en marcha cara a Weimar, aquela columna de homes armados, furiosamente alegre. Eu estaba entre os portadores de bazookas. O deportado 44904, no peito o triángulo vermello estampado en negro coa letra "S", de Spanier, español, ese era eu, entre os xubilosos portadores de bazooka ou panzerfaust.
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Hoxe, tantos anos despois, neste dramático espazo do Appeliplatz de Buchenwald. Na fronteira última dunha vida de certidumbres destruídas, de ilusións mantidas contra vento e marea, permítanme un recordo sereno e fraternal cara a aquel mozo portador de bazooka de 22 anos.
Moitas grazas pola atención.
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Discurso lído por Jorge Semprún na conmemoración da liberación do campo de concentración de Buchenwald, en Alemaña.





